7 Anos de Casados
Rojo Tango
Alongamento de Cílios
Água Saborizada
Sempre amei moda mas nunca me senti inserida no mercado da moda. Nunca tive amigas fashionistas, sempre fui da turma da bagunça. Minhas parceiras eram boas de copo, de gargalhadas e de aventuras. Para essas coisas vestíamos o que fosse mais confortável e estava bom. Depois dos meus 24 anos passei a ficar mais ligada nesse assunto mas em contra-mão, estava pesando quase 150 quilos e absolutamente nada servia em mim aqui no Brasil. Comprava roupas uma vez por ano quando ia para os Estados Unidos e mesmo assim não conseguia definir um estilo próprio.

Com o passar dos anos, dos estudos e dos quilos perdidos, as coisas foram entrando nos eixos para mim. Descobri diversas marcas nacionais no segmento plus size, comecei a caber nos tamanhos G das lojas regulares (as vezes até no M). Infelizmente precisei penar muito para poder me sentir representada no mundo fashion. Como gostaria de ter tido acesso as roupas do meu tamanho quando era mais nova…
Me incomodava muito todas as mulheres gordas terem sempre seus estilos presos entre góticas e pinups. Eu não me via assim. Queria algo mais elegante e simples, clean e sofisticado, básico e chic. A representatividade era quase zero e minhas musas de estilo vestiam 36 e a vida fashion não fazia o menor sentido para mim.

Nessa foto acima eu estava super feliz com esse guarda-chuva rosa shock que meu pai me trouxe de uma viagem, mas quando vi a foto fiquei arrasada porque a roupa que me cabia não tinha nada comigo. Não estava me sentindo eu mesma. Foi desanimador, quase desisti de sair.
Comecei comprando roupas baratinhas de lojas estilo ‘Sai de Baixo’e ‘Citycoll’. Fui vendo o que me agradava e ficava bem em mim sem gastar os tubos de dinheiro. As roupas são bem bonitinhas mas infelizmente não duram nada e na terceira lavada desbotam, descosturam, deformam… Mas foi ótimo para eu começar a me encontrar.

Depois de alguns meses comprando em lojas de calçada, passei a investir em roupas de qualidade e peças coringas. Calças jeans com bom corte, confortáveis e em dois tons de azuis (um mais claro e um mais escuro). Como essa minha mudança aconteceu no verão carioca de 50 graus na sombra, comprei muitos vestidos, blusinhas e shorts.
Também aproveitei o verão para comprar mais barato uns casacos, tricôs e suéteres.


Fiquei cerca de um ano comprando peças chaves, nada que fosse trend ou estivesse ‘na moda’ no momento. Apenas peças que compunham um look que me agradasse e valorizasse.

No início de 2017 comecei as minhas compras mais ousadas, peças mais ousadas em cores e texturas da moda, acessórios e sobreposições.



Tudo isso ainda é bem novo para mim mas confesso que estou amando poder compor meu estilo, vestir o que eu acho lindo. Ter minha personalidade representada pelo o que visto finalmente é algo muito empoderador para mim.

Não posto ‘look do dia’ aqui no blog, mas lá no Instagram (segue lá @coisasdecarol) eu sempre coloco e marco todas as marcas.

Hoje, mesmo que falho, o mercado plus size atende melhor que antigamente e as opções estão cada dia melhores.
Inclusive, vou juntar todas as marcas que adoro e fazer um post para vocês… Aguardem! 😉
Durante minha adolescência fui super rebelde, não obedecia ninguém (acho que ainda tenho sérios problemas em seguir ordens), fazia o que achava certo e não ligava para o que ninguém dizia. Por um lado, foi bom porque me blindei de ouvir muitas besteiras de alguns familiares sem noção que sempre tentaram me convencer que era errado ser como eu (gorda, ruiva, com piercing na língua e desbocada), por outro lado foi ruim pois também não ouvia conselhos sábios de pessoas que realmente se preocupavam comigo. Quando a vida adulta foi chegando fiquei bem perdida em vários aspectos. Mas principalmente com o que eu esperava de mim mesma. Porque nunca me cobrei nada na vida até então.

Quando parei e pensei: que tipo de mulher eu quero ser?

Não tinha resposta para essa pergunta e só conseguia pensar que queria ser eu mesma e que ninguém ia me dizer como ser ou como agir, nunca. E foi quando me dei conta que isso já dizia que tipo de mulher eu queria ser: queria ser independente.

Essa é a minha definição de felicidade. Eu mando no meu cabelo, no meu corpo, nas minhas ações, no tom da minha voz (sempre odieeeei quem falava “fala mais baixo, vive gritando’- vou gritar sim e  se reclamar vou berrar dentro do seu ouvido) e aonde vou. As vezes as pressões estéticas da sociedade me deixavam para baixo, não era fácil pesar 150 quilos e viver em um país onde a gordofobia e a imbecilidade imperam.
Perder peso foi uma atitude desesperada para recuperar a minha saúde, mas confesso que a vida social também ficou mais tranquila.

Tenho um baita orgulho de mim e de todas as histórias que conquistei ao longo da minha vida, as besteiras que fiz, os erros que cometi, os tropeços e os fundos de poço. Essas coisas fizeram de mim quem sou hoje. E foi quando eu entendi isso e aceitei ser a minha melhor versão todos os dias que conheci meu marido. Eu não precisava dele para me completar, eu já era completa e plena. Ele não veio somar nada. Ele veio dividir e transbordar.
Não dá para querer se moldar para alguém, mudar, revolucionar… Só quem vale esse esforço é você mesma. Faça o que você quiser, seja você na melhor essência. Não paute a sua vida na busca do par ideal. Você já é tudo que você precisa, o que vier além disso vai ser diversão e não obrigação.

Faça as coisas que você gosta sem esquentar com o julgamento alheio, vai por mim. Tudo flui melhor quando você encontra seu amor próprio e o abraça como se não houvesse amanhã.
Voltando a saga da minha recuperação pós mastopexia…

2012 (sem sutiã) // 2015 (com DOIS sutiãs) // 2016 (com sutiã cirúrgico)

Depois que passa a fase de ir toda semana no consultório, retirada de pontos, suspensão total dos remédios e praticamente todos os cuidados com o pós-operatório, sua vida recomeça de verdade. Fui liberada com 3 meses para voltar a malhar (com pequenas restrições de movimentos) e com quase 5 para todos os movimentos pois tive uma inflamação no seio esquerdo que deixou minha recuperação um pouco mais lenta. Por mais improvável que possa parecer o lado que inflamou doeu muito menos do que o lado que cicatrizou lindamente. Vai entender ne?!
Com todos meus professores da academia cientes das minhas limitações, fui voltando a praticar os exercícios que gosto e de quebra ir perdendo mais uns quilos. Clique aqui e veja tudo!