Coletor Menstrual
Rojo Tango
Alongamento de Cílios
TT Burguer
Então 2016 foi embora e deixou um gosto amargo na boca de muita gente. Entendo e respeito, mas conservo o meu direito de dizer que para mim foi um ano incrível. Tive muitas vitórias, dei início a planos estratosféricos e aprendi muito com todos os erros e tropeços. Sim, o saldo de 2016 para mim foi positivo. Agora em 2017 espero um ano mais duro, sei que as coisas estão feias para o nosso país. Entendi que 2016 me preparou, me deixou forte e atenta para tudo que esta por vir.

Desejo um mar de paciência para todos vocês, muita calma e serenidade com as atribulações, muito amor frente a essa onda de ódio que vivemos, muita paz em seu travesseiro, muito companheirismo, muito acolhimento, muita simpatia e muita sabedoria. ❤

Eu e minha família amada desejando um mundo de felicidades para todos vocês nesse ano novo e em todos os anos!

Então chegou o dia 03 de agosto e lá fui eu, mamãe e marido para o hospital de manhã bem cedo. Dar entrada na internação, tomar banho com o sabonete especial, vestir a meia anti-embolia, falar com a nutricionista, enfermeiras e anestesista. Por último porém não menos importante: a visita do meu querido cirurgião. Onde ele para já me deixar mais calma me deu um lindo presente.


Chinelo, toalha felpuda (a do hospital era péssima- hello Barra D´or, revejam essas toalhas ae hein), sabonete, shampoo e hidratante da Natura e uma necessaire super prática.


Muito atencioso, útil e fofo. Adorei. Depois ele me marcou, me mediu, mediu de novo e marcou muito. Prontinha. As 15h estaria indo para o centro cirúrgico.

Já precisei fazer duas intervenções cirúrgicas por motivos de saúde antes e nunca tive medo de anestesia nem nada. Nesse dia não podia ser diferente, estava bem tranquila. Confesso que um pouco apreensiva com o resultado final.
A enfermeira confirmou meus dados ainda na entrada do C.C. e disse que eu estava muito animada, que nunca tinha visto ninguém ir operar assim, nem mesmo plástica. Eu ri um pouco e disse que confio em Deus e o que tiver que ser será independente do meu estado de nervos.

Depois tudo correu normalmente, falei com a equipe, me prepararam e tchau tchau, caí naquele soninho gostoso que só a anestesia geral nos proporciona… Acordei ainda no centro cirúrgico e quase tive um treco quando olhei para o relógio na parede e marcava 22h…

“Meu Deus, deve ter dado tudo errado. Fiquei muito tempo aqui!”

Foi me dando um desespero e eu não conseguia falar ainda, mas juntei todas minhas forças e perguntei ‘que horas são?’. E uma mocinha muito simpática me disse ‘seis e quinze, aquele relógio ali está parado’. NESSE INSTANTE EU VOLTEI A RESPIRAR ALIVIADA!

Chegando no quarto fui passar da maca para a cama e foi nesse momento que me dei conta: não carrego mais 5kg de peso nos meus ombros. Estava tudo tão leve, mesmo com a anestesia, meio grogue, meio zonza, eu senti um alívio tão gostoso que naquele momento eu nem pensei se os seios tinham ficado bonitos, só agradeci por não estarem mais torturando minha coluna.



O doutor Acrysio passou as recomendações, remédios para dor ou enjoo e passei a noite super bem, sem nenhum desconforto e nem precisei de remedinho para dormir. Dia seguinte me alimentei legal, fiquei de pé e tive alta.

Na primeira semana eu precisei de muita ajuda em casa. Comida na boca, banho e pentear o cabelo só com alguém fazendo para mim. Ir ao banheiro eu até conseguia, mas não alcançava a descarga. Os movimentos dos braços ficam muito restritos mesmo. A recomendação é que você não levante os braços por 60 dias, durma de barriga para cima nesse mesmo período e use o sutiã cirúrgico até o seu médico liberar. É necessário muito apoio e ajuda. Muito mesmo. Sem falar nos curativos que precisam ser feitos 2 vezes ao dia.

Primeiro dia em casa. A cara ta ruim, mas os peitos tão lindos!


Nas primeiras 3 semanas eu precisei ir no consultório do doutor toda semana para ele ir tirando os pontos aos poucos (foram mais de 400), acompanhando de perto a evolução da cicatrização. No geral tudo correu muito bem, comecei a sentir algum desconforto depois da segunda semana de cirurgia. Não chegava a ser ‘dor’ propriamente dita, mas uma sensação diferente nos seios.

Nessas semanas eles estavam muito inchados, o esquerdo ficou meio torto e super altos (quase na altura do meu queixo). Mas eu sabia que era normal, com o tempo tudo iria para o seu devido lugar. Nesse período fiquei em casa de repouso absoluto, andava de carro apenas para ir no consultório médico e isso me deixava exausta e super dolorida o resto do dia.

Usei a meia anti- embolia por 15 dias. É um saco, é quente mas é necessário.

Atenção aos detalhes: colchão no chão para meu marido e enfermeiro dormir pertinho de mim, mas sem me atrapalhar na cama, cadeira em frente a TV para não passar o dia todo deitada e roupão no pé da cama para não ficar zanzando de camisolinha pela casa né?!


A alimentação também foi pensada para meu bem estar, evitando alimentos condimentados, frituras e gorduras. As medicações do pós operatório terminaram com mais ou menos 20 dias, não tive nenhuma infecção ou problema. Conforme o tempo ia passando as sensações iam se transformando, inclusive porque entrei no meu ciclo menstrual e como a maioria das mulheres inchei e fiquei com os seios doloridos. Demorei um pouco para me ligar nisso. Passei alguns dias reclamando de ‘uma dor contínua’, até que meu app do celular (uso o My Cicle) me avisou que meu período estava chegando e tudo fez sentido…

Nesse ponto correu tudo bem, usei o coletor sem problemas e quando passou os seios desincharam muito. Consegui ter uma ideia pela primeira vez de como eles ficariam. Digo ‘ideia’ porque temos ainda de 6 meses a um ano para eles se ‘assentarem’ e ficarem no formato permanente.


E depois de 20 dias já deu até para por uma roupinha, me arrumar ‘marromenos’ (o cabelo ainda preso porque ninguém acerta secar meu cabelo como eu gosto) e ir ali na rua rapidinho e voltar. Impagável poder usar uma regatinha, mesmo inchada e com sutiã cirúrgico. Comecei a entender como essa cirurgia iria mudar minha vida, seja no sentido de roupas, saúde, auto estima…

Veja o primeiro post sobre minha cirurgia aqui.
Caraca hein… Quanto tempo! Fiquei bem sumida por aqui pois estive correndo atrás de uma grande (!) mudança em minha vida. Qualquer pessoa que me conhece pessoalmente ou que visse minhas fotos conseguia facilmente notar que sempre tive seios fartos. Muito fartos. No auge da minha obesidade usei sutiã 58/60 (nunca encontrei essa numeração aqui no Brasil).

Fevereiro de 2014


Desde minha adolescência sempre tive muito mais peito que as meninas da minha idade e confesso que amava isso. Sempre curti muito encher os decotes. Depois da minha perda de peso e passar dos 25 anos, carregar todo aquele peso nos ombros e costas não era mais tão agradável. Foi quando tomei a decisão de procurar um profissional que entendesse a minha demanda e fosse capaz de satisfazer esse meu desejo da melhor forma possível.

Minha pesquisa teve como requisitos: resultados de cirurgias anteriores, indicações de pacientes que tiveram um bom suporte no pré e pós operatório e claro que fizesse parte do SBCP (cirurgia plástica SOMENTE COM CIRURGIÕES PLÁSTICOS, OK?).

Depois de duas consultas escolhi meu médico. Super atencioso, simpático (não sei por que a maioria é bem metidinha e arrogante) e muito competente. Me senti segura e sabia que ele ia me deixar da melhor forma possível. É muito importante não termos expectativas irreais nesse momento. A minha cirurgia era de grande porte, envolvia vários riscos e o doutor me explicou tudo direitinho. Conversei sobre tudo que ele me disse com minha família. Bati um papo esperto com meu marido sobre todas as questões sexuais que isso poderia acarretar…
Enfim, me preparei psicologicamente para minha grande mudança.

E claro, fiz todos os exames que o doutor pediu e estava tudo perfeito. Mente e corpo preparados para entrar na faca!
A mamoplastia de redução é feita assim:


Como eu perdi muito peso e gosto de ter os seios fartos, escolhi junto com meu médico colocar uma prótese de 250ml (prótese de poliuretano – melhor aderência) para dar mais formato e ‘recheio’ depois da redução.

A recuperação desse procedimento é muito delicada e meu marido trabalho o dia todo fora de casa, me preparei para passar muitos e muitos dias na casa da minha mãe. Então se você está pensando em fazer a redução, veja se poderá se ausentar do trabalho por tanto tempo e se terá alguém totalmente a disposição para te ajudar e cuidar.


Ah, meu plano de saúde não autorizou a cirurgia (colocaram vários empecilhos) e por motivos pessoais eu precisava fazer o procedimento ainda em agosto, então fiz particular mesmo. Não vou passar valores pois muitas variantes entram nessa conta e cada caso é um caso. O melhor é você conversar com o médico sobre isso.

E agora o fim do mistério: meu médico escolhido foi o doutor Acrysio Peixoto de Souza. Ele atende na Barra da Tijuca aqui no Rio de Janeiro e aceita alguns planos de saúde. Entre no site dele e qualquer dúvida entre em contato. Toda a equipe é fantástica.

Ainda terão muitos outros posts nesse tema contando mais detalhes de todas as etapas. Se rolar alguma dúvida que eu possa ajudar, podem mandar,ok??