Coisas de Carol » Utilidade Pública
15
nov
  Nick Lachey - I Can

An empty room can be so deafening,
The silence makes you wanna scream, It drives you crazy.
I chased away the shadows of your name, And burned the picture in a frame,
But it couldn’t save me. And how could we quit something we never even tried,
Well you still can’t tell me why. We built it up, To watch it fall.
Like we meant nothing at all. I gave and gave the best of me,
But couldn’t give you what you need. You walked away,
You stole my life, Just to find what you’re looking for.
But no matter how I try, I can’t hate you anymore. …
I can’t hate you anymore. You’re not the person that you used to be,
The one I want who wanted me, And that’s a shame but,
There’s only so many tears that you can cry.
Before it drains the light right from your eyes, And I can’t go on that way.
And so I’m letting go of everything we were, It doesn’t mean it doesn’t hurt.
Sometimes you hold so tight,
It slips right through your hands. Will I ever understand?

But no matter how I try, I can’t hate you anymore. …
But no matter how I try, I can’t hate you anymore. …
But no matter how I try, I can’t hate you anymore. …

TRADUÇÃO ADAPTADA! (By eu)

Um quarto vazio pode ser muito ensurdecedor,
O silêncio faz você querer gritar,
Isso te leva a loucura..
Eu apaguei as sombras do teu nome,
E queimei a sua imagem numa moldura,
Mas isso não me salvou.
E como poderíamos acabar com uma coisa que nunca tentamos?
É, você ainda não consegue me responder.
Nós construimos tudo isso,
Para vermos tudo despencar?!
Como se nós dois não significássemos nada.
Eu dei e dei o melhor de mim,mas não pude te dar o que você precisava.
Você se foi…Roubou minha vida…Apenas para encontrar o que procurava.
Mas não importa o quanto eu tente,Eu não posso mais te odiar.
Eu não posso mais te odiar.
Você não é a pessoa que costumava ser,
A que eu quero e que me queria,
E é uma vergonha mas,existem somente muitas
lágrimas que eu posso chorar.
E antes que isso esgote a luz
dos meus olhos,não posso seguir este caminho.
Então eu deixo para trás tudo o que nós éramos,
E isso não quer dizer que não esteja doendo.
As vezes apertamos com tanta força, que deixamos escapar entre nossos dedos.
Será que um dia irei entender?!
Mas não importa o quanto eu tente,Eu não posso mais te odiar.
Mas não importa o quanto eu tente,Eu não posso mais te odiar.
Mas não importa o quanto eu tente,Eu não posso mais te odiar.








5
set
  (Alanis Morissette - You Oughta Know)
Quero que você saiba que estou feliz por vocês
Não desejo nada, exceto o melhor para ambos
Uma versão mais velha de mim
Ela é pervertida como eu?
Ela faria sexo oral com você no cinema?
Ela fala eloqüentemente?
E ela teria seu filho?
Tenho certeza que ela seria uma mãe excelente
Porque o amor que você deu e que construímos não foi capaz de fazer com que você se abrisse totalmente, não
E toda vez que você fala o nome dela
Ela sabe como você dizia que me teria?

Até você morrer, até morrer Mas você ainda está vivo
E estou aqui para lembrá-lo
Da bagunça que você deixou quando foi embora
Não é justo me negar
Da cruz que eu carrego e que você me deu
Você parece muito bem, as coisas parecem em paz
Eu não estou tão bem assim, achei que você deveria saber
Você se esqueceu de mim, Sr. falsidade?
Detesto incomodá-lo durante o jantar
Foi como um tapa na cara, o quão rápido fui substituída
Você fica pensando em mim enquanto transa com ela?
Porque o brinquedo que você deitou na cama era eu
E eu não estrago
Assim que você fechar seus olhos e souber disto
E toda vez que passo as unhas nas costas de outro alguém
Espero que você sinta… bem, você consegue sentir isto?

(Alanis Morissette – You Oughta Know)

=/

pra kem será?!

Bom feriado
¬¬







10
mar
  Luiz Fernando Veríssimo

Um telefone toca num fim de tarde, começo de noite.*
Alô?* Pronto.
Ele: – Ih, que voz estranha… tá gripada?
Ela: – Faringite.
Ele: – Deve ser o sereno. No mínimo tá saindo todas as noites prá badalar.
Ela: – E se estivesse? Algum problema?
Ele: – Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: – E você? Sua voz também está diferente. Faringite?
Ele: – Constipado.
Ela: – Constipado? Você nunca usou essa palavra na vida.
Ele: – A gente aprende.
Ela: – Tá vendo? A separação serviu para alguma coisa.
Ele: – Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: – Você sempre viveu sozinho. Ate quando casado só fez o que quis.
Ele: – Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: – Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas com as amigas.
Ele: – Já você não abriu mão de nada. Não deixou de ver novela, passear no shopping, comprar jóias, conversar ao telefone com as amigas durante horas…
Ela: – Comprar jóias? De onde você tirou essa idéia? A única coisa que comprei em quinze anos de casamento foi um par de brincos.
Ele: – Quinze anos? Pensei que fosse bem menos.
Ela: – A memória dos homens é um caso de policia!
Ele: – Mas conversar com as amigas no telefone…
Ela: – Solidão, meu caro, cansaço… Trabalhar fora, cuidar das crianças e ainda preparar o jantar para o HERÓI que chega a noite… Convenhamos, não chega a ser uma roda-gigante de moções…
Ele: – Você nunca reclamou disso.
Ela: – E você me perguntou alguma vez?
Ele: – Lá vem você de novo… As poucas coisas que eu achava que estavam certas… Isso também era errado!?
Ela – Evidente, a gente não conversava nunca…
Ele: – Faltou diálogo, é isso? Na hora, ninguém fala nada. Aparece um impasse e as mulheres não reclamam. Depois, dizem que faltou diálogo. As mulheres são de Marte.
Ela: – E vocês são de Saturno!
Silencio…
Ele: – Mas e aí, como vai a vida?
Ela: – Nunca estive tão bem. Livre para pensar, ninguém prá me dizer o que devo fazer…
Ele: – E isso é bom?
Ela: – Pense o que quiser, mas quinze anos de jornada são de enlouquecer qualquer uma.
Ele: – Eu nunca fui autoritário!
Ela: – Também nunca foi compreensivo!
Ele: – Jamais dei a entender que era perfeito. Tenho minhas limitações como qualquer mortal…
Ela: – Limitado e omisso como qualquer mortal.
Ele: – Você nunca foi irônica.
Ela: – Isso a gente aprende também.
Ele: – Eu sempre te apoiei.
Ela: – Lógico. Se não me engano foi no segundo mês de casamento que você lavou a única louça da tua vida. Um apoio inestimável… Sinceramente, eu não sei o que faria sem você!!!… Ou você acha que fazer vinte caipirinhas numa tarde para um bando de marmanjos que assistem ao jogo da Copa do Mundo era realmente o meu grande objetivo na vida?
Ele: – Do que você esta falando?
Ela: – Ah, não lembra?
Ele: – Débora, eu detesto futebol.
Ela: – Débora!? Esqueceu meu nome também? Alexandre, você ficou louco?
Ele: – Alexandre? Meu nome é Ronaldo!
Silencio…
Ele: – De onde esta falando?
Ela: – 578 9922
Ele: – Não é o 579 9222?
Ela: – Não.
Ele: – Ah, desculpe, foi engano.Os dois caem na gargalhada.
Ele: – Quer dizer que você faz uma ótima caipirinha, hein?
Ela: – Modéstia a parte… Mas não gosto, prefiro vinho tinto.
Ele: – Mesmo? Vinho é a minha bebida preferida!
Ela: – E detesta futebol?
Ele: – Deus me livre… 22 caras correndo atras de uma bola… Acho ridículo!
Ela: – Bem, você me dá licença, mas eu vou preparar o jantar.
Ele: – Que pena… O meu já esta pronto. Risoto, minha especialidade!
Ela: – Mentira! É o meu prato predileto…
Ele: – Mesmo!?!… Bem, a porção dá prá dois, e estou abrindo um Chianti também. Você não gostaria de…
Ela: – Adoraria!
Ele: dá o endereço.
Ela: – Nossa, tão pertinho! São dois quarteirões daqui.
Ele: – Então? É pegar ou largar.
Ela: – Tô passando aí, Ronaldo.
Ele: – Combinado, vizinha.